30/09/2004 - 12h34
Em laboratório, cientistas conseguem inibir diabetes
da Agência Lusa

Uma experiência realizada recentemente por um grupo de cientistas espanhóis em parceria com especialistas alemães conseguiu inibir o diabetes, o que pode representar a descoberta de uma forma de curar a doença.

A experiência, na qual foi possível transformar células sangüíneas em células hepáticas e pancreáticas, foi conduzida pelo pesquisador alemão Bernat Soria.

Segundo o cientista, apesar de não ter sido testada em pacientes, os resultados da experiência apontam para a possibilidade de os cientistas terem encontrado a cura para o diabetes.

Ele, no entanto, afirma que a hipótese só será confirmada dentro de três ou quatro anos, quando a experiência for replicada em humanos. Segundo ele, esta é uma experiência "preliminar", que até ao momento foi ensaiada em células semelhantes às do fígado e do pâncreas.

A experiência consistiu na extração de células sangüíneas, conhecidas como monócitos, que, foram tratadas com uma substância (citoquina) e perderam suas características, ficando mais plásticas e versáteis, até se transformarem em células hepáticas e pancreáticas, que geram insulina e são capazes de inibir a diabetes.

John Chen nº16



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 23h13
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Como é transmitida uma doença infecciosa?
Do Klick Educação



A doença infecciosa corresponde a uma invasão de agentes
patogênicos (vírus, bactérias, fungos, protozoários,
helmintos e artrópodes) no organismo. Esse processo de
colonização costuma produzir uma série de alterações no
organismo do hóspede, dando origem à doença infecciosa.
Atualmente, constituem a primeira causa de mortalidade em
certos países, apesar dos grandes avanços da medicina
preventiva e dos antibióticos, além de ser a mais importante
causa de morbidade (quantidade de pessoas afetadas por
determinada doença) no mundo. A febre tifóide, o cólera, a
disenteria ou a gastroenterite estão relacionadas diretamente
ao consumo de águas contaminadas. A malária e outras doenças
estão indiretamente relacionadas.
A porta de entrada

Geralmente, os agentes infecciosos penetram no corpo humano
pela pele e mucosas (conjuntiva, bucofaríngea, respiratória,
digestiva, urinária e genital). Mas podem também entrar por
uma ferida (um corte, um furo, uma queimadura, uma picada de
inseto). Muitas vezes, os mecanismos de defesa do corpo são
capazes de eliminá-los rapidamente, impedindo que se
multipliquem e provoquem uma doença infecciosa.

O trajeto da infecção

As infecções se desenvolvem segundo um padrão mais ou menos
constante. O agente infeccioso penetra pela pele ou mucosas e
se instala no organismo. Na maioria dos casos, as defesas do
corpo conseguem eliminá-lo. Mas em outros casos, o agente
provoca uma lesão local (um abscesso, por exemplo), que pode
ceder.
A partir da lesão local, o agente pode se disseminar para
outros tecidos e causar-lhes outras lesões. Se conseguir
chegar ao sangue, pode provocar uma infecção generalizada, de
conseqüências graves.

Melina nº??



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 23h46
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28/09/2004 - 13h37
Metade do Viagra vendido na internet 'é falsa'
da BBC Brasil

Metade dos homens que compram Viagra, o remédio contra impotência, pela internet estão recebendo comprimidos falsificados, segundo uma pesquisa da Universidade de Londres.

A médica Nic Wilson fez o teste de amostras do remédio vendidos na internet usando uma técnica nova que identifica os ingredientes de forma precisa.

Ela relatou durante a Conferência Britânica de Farmacêuticos, em Manchester, que muitos comprimidos que parecem autênticos são falsos.


 

John Chen nº16 3ºcol



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 17h20
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28/09/2004 - 09h50
Descoberto 'gene que controla primeira respiração'
da BBC Brasil


Cientistas americanos identificaram o gene que controla a primeira respiração dos bebês.

O gene Foxa2 controla outros genes que permitem que os pulmões do feto se desenvolvam durante a gravidez e funcionem no nascimento.

Os especialistas do hospital infantil Children's Hospital Medical Center, de Cincinnati, dizem que sua pesquisa pode levar a um melhor tratamento para bebês prematuros com problemas no pulmão.

John Chen nº16



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 17h18
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28/09/2004 - 14h00

Criador da ovelha Dolly quer clonar embriões humanos

da Agência Lusa, em Londres (Reino Unido)

 

    O criador da ovelha Dolly, Ian Wilmut, anunciou hoje sua intenção de clonar embriões humanos para tentar encontrar a cura para uma doença neurológica debilitante.

    Wilmut disse ter pedido à HFEA (Autoridade Britânica para Fertilidade Humana e Embriologia, na sigla em inglês) autorização para clonar células de pacientes que sofrem da doença de Charcot-Marie-Tooth, que afeta os neurônios motores, a fim de descobrir como se desenvolve.

    "Devemos às pessoas que sofrem e vão continuar a sofrer com a doença tentar encontrar tratamentos para ela", afirmou.

    A doença de Charcot-Marie-Tooth é hereditária e caracteriza-se por debilidade muscular e perda de massa muscular sem alteração sensitiva.

    Caso Wilmut receba autorização da HFEA, esta será a segunda vez que cientistas do Reino Unido receberão luz verde para clonar embriões humanos com fins terapêuticos.

    Em agosto, a mesma instituição autorizou cientistas da Universidade de Newcastle, no noroeste de Inglaterra, a clonar embriões humanos para pesquisar tratamentos para diabetes, Parkinson e Alzheimer.

O Reino Unido foi o primeiro país a legalizar a clonagem terapêutica, em 2001. Este tipo de pesquisa enfrenta oposição, particularmente dos adversários do aborto, por pressupor o sacrifício de embriões para a coleta de células.

 

Celio Volpi Jr. Nº09



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 16h28
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INSEMINAÇAO ARTIFICIAL PODE AJUDAR A SALVAR ESPÉCIES, diz cientista
ANIA LICHTAROWICZ
da BBC, em Berlim (Alemanha)

Tratamentos de fertilidade usados em humanos, como inseminação artificial e fertilização in vitro, podem ajudar a preservar animais ameaçados de extinção, segundo um cientista norte-americano.

David Wildt, do Zoológico Smithsonian, em Washington, diz que o uso dessas técnicas já está tendo êxito em ursos pandas, chitas (guepardos) e mesmo furões.

O cientista deverá apresentar a sua tese na conferência da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, que está sendo realizada em Berlim, nesta segunda-feira.

Tem-se discutido o uso da clonagem genética para a preservação de espécies em perigo, mas as técnicas atualmente disponíveis são altamente ineficientes e de difícil aplicação no curto ou no médio prazo.

Pandas

A comunidade científica tem, portanto, se voltado para os tratamentos de fertilidade que já existem --a maioria deles desenvolvidos para humanos-- para aumentar o número de exemplares de espécies ameaçadas.

Parte dos 20 pandas gigantes que nasceram em cativeiro neste ano vieram ao mundo por técnicas de fertilização artificial.

Pandas fêmeas só ficam férteis três dias por ano, mas o uso da inseminação artificial e a troca de esperma entre os centros de conservação --que permite a seleção do material genético-- podem aumentar as chances de reprodução.

"A inseminação artificial é uma técnica muito valiosa para lidar com pequenas populações, movendo genes de um local para o outro; até mesmo trazendo genes da natureza para que nós nunca mais precisemos, por exemplo, tirar um panda gigante da natureza", afirmou Wildt em entrevista à BBC.

Wildt diz que as tecnologias de reprodução artificial não são suficientes para conservar as espécies em perigo, que é preciso proteger os hábitats e as fontes de alimeto que são essenciais para a sobrevivência das espécies. Mas argumenta que a aplicação dessas técnicas pode ajudar os cientistas a entenderem as dificuldades de reprodução dos animais.

Foi durante o seu trabalho com tecnologias de assistência à fertilização que ele descobriu que 70% do esperma das chitas tem formação anômala, o que reduz dramaticamente a fertillidade.

Com o uso da inseminação artificial e a seleção de espermas, mais animais podem nascer e, eventualmente, serem reintroduzidos na natureza.

Alinne Garrido nº02



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 21h32
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A Paixão sem Mistérios? A Anatomia, a Química e a Biologia do Amor

 

Então de repente, no bar, na festa, na praia, na fila do banco - não importa -, os olhos se encontram. Primeiro uma ansiedade, um calor no peito que logo se espalha em calafrios que procuramos disfarçar. Um leve suor nas mãos. No primeiro encontro, os lábios ressecam um pouco antes do primeiro beijo, as palavras tremem embaraçadas em pensamentos confusos. Joelhos que mal sustentam o peso do corpo. Esquecemos do mundo lá fora em eternas horas de silenciosa saudade ao telefone, perfumadas com aquela inquietude própria dos amantes...

Quem nunca sentiu coisa parecida? Pois os cientistas - sempre eles! - querem nos convencer que toda esta áurea sedutora de mistério que envolve os assuntos do coração não passa de uma meia dúzia de manifestações anatômicas e equações bioquímicas. Até onde a ciência pode realmente traduzir em números e estatísticas aquilo que para muitos de nós é a verdadeira essência dos céus na Terra: o Amor?

Primeiro, definindo o amor.

O amor é uma experiência consumptiva. Mergulhamos euforicamente nesta deliciosa tortura e não comemos ou dormimos direito. Freqüentemente, é difícil manter a concentração. A Dra. Donatella Marazziti, psiquiatra da Universidade de Pisa, acredita que pessoas "doentes de amor" estejam realmente doentes: sofrem de um distúrbio obsessivo-compulsivo. Inegavelmente, paixão e psicose obsessiva-compulsiva compartilham diversos aspectos comuns. E isto não é meramente uma teoria sem fundamentos: "ambos estados associam-se a baixos níveis cerebrais de serotonina, uma substância química fabricada pelo corpo que nos ajuda a lidar com situações estressantes", afirma a médica.

Uma segunda descoberta do trabalho da Dra. Marazziti e não menos importante merece ser mencionada: bebidas alcoólicas também diminuem os níveis de serotonina no cérebro, criando a ilusão de que a pessoa do outro lado do bar é o amor da sua vida. Portanto, cuidado com as noitadas.

Que seja eterno enquanto dure.

Existe um limite de tempo para homens e mulheres sentirem os arroubos da paixão? Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, sim. Ela diz: "seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses". Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que o amor possui um "tempo de vida" longo o suficiente para que o casal se conheça, copule e produza uma criança. "Em termos evolucionários," - ela completa - "não necessitamos de corações palpitantes e suores frios nas mãos".


A pesquisadora identificou algumas substâncias responsáveis pelo Amor: dopamina, feniletilamina e ocitocina. Estes produtos químicos são todos relativamente comuns no corpo humano, mas são encontrados juntos apenas durante as fases iniciais do flerte. Ainda assim, com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos - e toda a "loucura" da paixão desvanece gradualmente - a fase de atração não dura para sempre. O casal, então, se vê frente a uma dicotomia: ou se separa ou habitua-se a manifestações mais brandas de amor - companheirismo, afeto e tolerância -, e permanece junto. "Isto é especialmente verdadeiro quando filhos estão envolvidos na relação", diz a Dra. Hazan.


Os homens parecem ser mais susceptíveis à ação das substâncias responsáveis pelas manifestações associadas ao Amor. Eles se apaixonam mais rápida e facilmente que as mulheres. E a Dra. Hazan é categórica quanto ao que leva um casal a se apaixonar e reproduzir: "graças à intensidade da ilusão romanceada que temos do Amor, achamos que escolhemos nossos parceiros, mas a verdade é conhecida até mesmo pelos zeladores dos zoológicos: a maneira mais confiável de se fazer com que um casal de qualquer espécie reproduza é mantê-los em um mesmo espaço durante algum tempo" - que o digam os processos de assédio sexual no local de trabalho...


Continua... 



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 14h08
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Continuação...

Fórmulas do Amor: a paixão é uma reação química?

Os cientistas conhecem a Feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la ao sentimento de Amor. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.

O affair da feniletilamina com o Amor teve início com uma teoria proposta pelos médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque. Eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados.

A Dra. Helen Fisher demonstrou que a inconstância, a exaltação, a euforia, e a falta de sono e de apetite associam-se a altos níveis de dopamina e norepinefrina, estimulantes naturais do cérebro.

Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente, pelos bilhões de poros na pele e até mesmo pelo hálito, produtos químicos voláteis chamados Feromônios. Atualmente, existem evidências intrigantes e controvertidas de que os seres humanos podem se comunicar com sinais bioquímicos inconscientes. Os que defendem a existência dos feromônios baseiam-se em evidências mostrando a presença e a utilização de feromônios por espécies tão diversas como borboletas, formigas, lobos, elefantes e pequenos símios. Os feromônios podem sinalizar interesses sexuais, situações de perigo e outros. Se realmente existirem na espécie humana e sua percepção se der de maneira inconsciente, estaríamos permanentemente emitindo informações acerca de nossas preferências sexuais e desejos mais obscuros sem saber?

Os defensores da Teoria dos Feromônios vão ainda mais longe: dizem que o "amor à primeira vista" é a maior prova da existência destas substâncias controvertidas. Os feromônios – atestam – produzem reações químicas que resultam em sensações prazerosas. À medida em que vamos nos tornando dependentes, a cada ausência mais prolongada nos dizemos "apaixonados" – a ansiedade da paixão, então, seria o sintoma mais pertinente da Síndrome de Abstinência de Feromônios.

Com ou sem feromônios, é fato que a sensação de "amor à primeira vista" relaciona-se significativamente a grandes quantidades de feniletilamina, dopamina e norepinefrina no organismo. E voltamos à questão inicial: até que ponto a paixão é simplesmente uma reação química ?

O amor por cima das teorias

Apesar de todas as pesquisas e descobertas, existe no ar uma sensação de que a evolução, por algum motivo, modificou nossos genes permitindo que o amor não-associado à procriação surgisse – calcula-se que isto se deu há aproximadamente 10.000 anos. Os homens passaram realmente a amar as mulheres, e algumas destas passaram a olhar os homens como algo mais além de máquinas de proteção.

A despeito de todos os tubos de ensaio de sofisticados laboratórios e reações químicas e moléculas citoplasmáticas, afinal, deve haver algo mais entre o céu e a terra...

 

Karen nº?



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 13h59
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Milhares de pessoas podem ser portadoras do mal da vaca louca na Grã-Bretanha
Data: 21/05/2004
Fonte: O Globo Online

LONDRES - Milhares de pessoas podem estar carregando sem saber o agente responsável pela forma humana da doença da vaca louca, de acordo com uma pesquisa realizada por cientistas da Grã-Bretanha que veio a público nesta sexta-feira.

Os cientistas calculam que cerca de quatro mil pessoas na Grã-Bretanha podem ser portadoras da proteína príon, responsável pela variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vCJD) encontrada em humanos. O estudo, custeado pelo governo britânico, foi publicado pelo "Journal of Pathology".

Cientistas examinaram mais de 12.500 apêndices e amígdalas extraídas no final dos anos 90 de pessoas que pertenciam ao grupo de maior risco, a maioria com cerca de 20 anos. Três das amostras testaram positivo para a vCJD. David Hilton, um dos autores do estudo, partiu destes números para chegar ao cálculo de que 3.800 pessoas na Grã-Bretanha podem estar carregando a proteína príon.

 

Karen nº?



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 13h57
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A biologia forense e os crimes ambientais

FABIO GIORDANO
Especial para a Folha de S. Paulo

Biólogos capacitados nas técnicas de biologia molecular (DNA)
e de histopatologia, tanto para perícias criminais quanto
para cíveis, vêm conseguindo destaque na área forense, mais
especificamente na aplicação das ciências biológicas no
esclarecimento de crimes pela Justiça.

Mas não é apenas no processo para desvendar crimes contra
seres humanos que os biólogos têm sido úteis. A análise do
crime contra o ambiente também passou a ampliar o campo de
trabalho do biólogo, com o advento da lei 9.605/1998, quando
empresas também começaram a ser investigadas. Pessoas
jurídicas passaram a ser responsabilizadas criminalmente por
causar danos ao ambiente ou mesmo por não apresentar laudo
comprovando a recuperação do dano ambiental.

A partir de então, os atendimentos do Instituto de
Criminalística começaram a receber também requisições de
exame de corpo de delito relacionadas a crimes ambientais. Em
2003, houve um aumento expressivo no volume de boletins de
ocorrência feitos devido aos autos de infrações ambientais
lavrados pela Polícia Florestal do Estado de São Paulo. As
infrações básicas são relacionadas à mineração, ao
desmatamento, ao lixo e aos pesqueiros irregulares.

Se você se preocupa em manter os ecossistemas mais saudáveis,
você também pode ajudar os biólogos e a Justiça a desvendarem
ou a prevenirem crimes ambientais. Toda vez que estiver
diante de danos ao ambiente (por exemplo, desmatamentos
indevidos em áreas de mananciais, construções irregulares em
áreas de marinha), em áreas públicas da União, procure
descrever minuciosamente o dano, se possível, documente
fotograficamente o fato, a data, o autor do dano, quando
conhecido, e indique testemunhas. Encaminhe uma denúncia
formal ao Ministério Público exercendo, assim, a cidadania de
forma responsável.

Fabio Giordano é bacharel em biologia, doutor em ecologia
pela USP e professor-pesquisador da Unisanta

Melina nº21



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 17h11
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Saúde divulga novos números da aids no Brasil - 26/5/2004

Releases da CN-DST/AIDS

Região Sul preocupa; mortalidade cresce em três regiões; transmissão vertical pode cair ainda mais.

Os novos dados do Boletim Epidemiológico Aids, divulgado hoje em Brasília, confirmam a tendência de queda na epidemia no Brasil mas desperta para a urgência de ações estratégicas em determinadas regiões do país e populações vulneráveis. Pela primeira vez em 20 anos o aumento do número de casos registrados nos estados do Sul (incidência) ultrapassa a região Sudeste, onde a doença teve seu primeiro caso em 1980 e que historicamente sempre apresentou as maiores taxas. Enquanto o Sudeste sustenta uma trajetória de queda desde o final da década de 90, no Sul a desaceleração na ocorrência de novos casos é mais lenta. Na re gião Norte, a preocupação é com a mortalidade, que cresce desde 1997, principalmente entre as mulheres.

O Boletim é divulgado trimestralmente pelo Programa Nacional de DST/Aids. Os dados dessa nova edição foram coletados até dezembro de 2003. Como existe uma demora na chegada desses dados – que são enviados por estados e municípios – no Programa Nacional, os números sofrem atualizações a cada ano.
Desde 1980, o Ministério da Saúde contabilizou 310.310 casos de aids em todo o país. Em relação ao ano de 2002, o Brasil registra agora 22 mil 295 novos casos da doença – uma redução de 26% no número de casos registrados. Em 1998 foram notificados mais de 30 mil novos casos; nesta época começou a se verificar uma desaceleração nas novas ocorrências que, pela primeira vez, ficou abaixo de 25 mil casos.

Essa estabilização decorre da política de prev enção e tratamento universal do Ministério da Saúde mas ainda apontam para a necessidade dos investimentos em diagnóstico. Do total geral de casos registrados desde 1980, os homens têm a maior prevalência: são 220.783 com a doença (71,1% do total) contra 89.527 mulheres (28,8% do total). Para cada 1.8 homens doentes existe uma mulher com diagnóstico de aids.

Sul e Sudeste

Os dados do boletim não apontam crescimento da epidemia nas cinco regiões do país. No entanto, a desaceleração no número de casos no Sul está ocorrendo em velocidade menor do que em outras regiões. Nos estados desta região estão 49 mil 970 casos de aids, uma incidência de 8,5 casos para cada 100 mil habitantes. Desde 2001, o Sul ultrapassou o Sudeste em registro de novos casos. Na região Sudeste a incidência é de 7,5, com 213 mil 79 ocorrências. O aumento no Sul pode ser explicado por uma especificidade  da região, o alto número de casos entre usuários de drogas injetáveis, dado que nacionalmente apresenta queda desde 1993.

As regiões Sudeste e Sul concentram 84,8% dos casos. Dos 100 municípios com maior número de casos de aids, mais de 80 deles estão nestas regiões.

Óbitos

A taxa de mortalidade por aids no País vem mostrando uma tendência de estabilização desde 1999, com média de 6,3 óbitos por 100 mil habitantes nos últimos três anos. 149 mil 723 já foram vítimas da doença no Brasil desde 1980. Essa tendência começou a apresentar uma queda significativa a partir de 1996, quando o governo brasileiro introduziu a política de distribuição de medicamentos anti-retrovirais pelo Sistema Único de Saúde mas a queda na mortalidade é duas vezes maior entre os homens. Entre as mulheres a mortalidade cai em apenas duas regiões. No Norte, Nordeste e Sul a m ortalidade entre elas continua aumentando, com destaque para a região Norte, um aumento de 45,2%. O que pode ser explicado, dentre outros pontos, pela demora delas em se testar, mesmo tendo disponibilizados no sistema de saúde os medicamentos anti-retrovirais. O diagnóstico tardio dificulta o tratamento.

Transmissão Vertical

O Boletim Epidemiológico conclui ainda que, de 1980 a 2003, foram notificados 10.577 casos de aids em crianças com menos de 13 anos de idade. Este número representa 3,4% do total geral de casos no Brasil. Quase a totalidade desse número – 8.843 casos, ou 83,6% - são de crianças infectadas pela mãe (transmissão vertical). Em 1999 o percentual de casos por essa via de transmissão era de 3,3%; em 2000 caiu para 2,7% e continua em queda. Esses resultados poderiam ser ainda melhores, se não houvesse falhas na solicitação do exame às gestantes. Em 2003, mais de 90% das mulh eres brasileiras fizeram o pré-natal, mas nem todas foram testadas. Nas regiões Norte e Nordeste, menos de 10% das gestantes fizeram o HIV. Tratadas a tempo, os riscos de transmissão para o filho caem de 25% para menos de 2%.

Perfil

Verifica-se também no boletim uma manutenção do perfil social dos doentes por aids no país. O Brasil verifica uma maior expansão do número de casos entre mulheres, principalmente daquelas na faixa etária de 20 a 49 anos, pobres e residentes nas periferias urbanas e cidades do interior com menos de 100 mil habitantes. A baixa escolaridade também ajuda na disseminação do vírus, notando-se uma maior incidência da doença em pessoas com menos de sete anos de estudo (essa população representa 46,3% dos casos da doença).

A principal via de transmissão da doença é a relação heterossexual desprotegida, respondendo por 86,8% dos casos notificados  em mulheres e por 25,7% dos casos em homens. A segunda via de transmissão mais eficaz tem sido o compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis, que responde por 11,7% dos casos registrados no grupo feminino e por 22,8% entre os homens.

Entre homens e mulheres há uma diferença de cinco anos em relação ao tempo em que a doença se manifesta. Enquanto nas mulheres a maior incidência ocorre na faixa entre 20 e 49 anos – com 83,4% dos casos de aids notificados -, nos homens a faixa etária que mais concentra casos da doença é entre 25 e 49 anos – 79% do total de casos em homens.

Juliana Guerrero nº29



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 17h02
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Chimpanzés podem ser extintos em 50 anos


Parente mais próximo do ser humano, o chimpanzé pode ser
extinto em cerca de 50 anos por causa da caça, da devastação
de seu habitat natural e de doenças.

O alerta é de pesquisadores norte-americanos, que
apresentaram um estudo nesta terça-feira durante uma
conferência da Pasa (Aliança dos Santuários Pan-Africanos, na
sigla em inglês) em Johannesburg, na África do Sul. Estes
santuários abrigam grandes macacos feridos ou órfãos.

"A situação é muito mais crítica do que pensávamos", disse
Norm Rosen, antropólogo da Universidade do Estado da
Califórnia, que coordenou o trabalho.

O estudo levou em conta o número de órfãos levados para os
santuários para calcular a perda de chimpanzés na floresta.
Rosen estima que dez chimpanzés são mortos em seu habitat
natural para cada órfão que chega aos santuários.

Atualmente, os 19 santuários da Pasa cuidam de 670
chimpanzés --um número que cresceu mais de 50% nos últimos
três anos.

Segundo a pesquisa, a situação mais crítica está entre a
subespécie Pan troglodytes vellerosus. Atualmente, só
restaram 8.000 exemplares deste chimpanzé, encontrado
predominantemente na Nigéria. De acordo com os especialistas,
ele pode desaparecer em até 23 anos.

As outras três subespécies de chimpanzés enfrentam chances
pouco melhores --os cientistas calculam que estes animais
podem ser extintos
ent


Chocolate amargo melhora circulação sangüínea, diz estudo
Pesquisadores da Universidade da Califórnia afirmaram ter
descoberto que o chocolate amargo melhora o funcionamento dos
vasos sangüíneos.

Em artigo publicado no "Journal of the American College
Nutrition", os cientistas descrevem a experiência, que se
concentrou no estudo dos flavonóides, substâncias com
propriedades antioxidantes.

"Melhoras na função endotelial, que é a capacidade da artéria
em se dilatar, são um indício de uma melhora na saúde
vascular e de um menor risco de doenças cardíacas", disse a
fisiologista Mary Engler, que liderou o estudo.re 41 e 53
anos.


Bactéria inofensiva pode inibir infecção pelo vírus da Aids

Bactérias presentes naturalmente na boca humana podem se
converter em um tratamento para ajudar a impedir a
contaminação de recém-nascidos pelo vírus HIV durante a
amamentação.

De acordo com artigo publicado nesta quarta-feira pela versão
on-line da revista "New Scientist", a equipe de Lim Tao, da
Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, identificou
seis lactobacilos que se ligam a açúcares presentes na
superfície do HIV e impedem que o vírus invada células
saudáveis.

O cientista acredita que, potencialmente, as bactérias podem
combater vários tipos de HIV, apesar das mutações freqüentes
deste vírus, já que estes açúcares normalmente não se
alteram.

Em testes com culturas de células humanas infectadas, as
bactérias foram capazes de conter sete diferentes tipos do
HIV, incluindo o HIV-1 --o mais difundido.

No melhor resultado, as bactérias reduziram a infecção em 99%.

Embora ainda não tenham sido realizados testes em animais ou
em seres humanos, Tao acredita que um possível tratamento
seria mais barato e traria menos efeitos colaterais do que os
anti-retrovirais --drogas usadas atualmente para conter a
proliferação do vírus.

Dúvidas

Angela Amedee, especialista em HIV da Universidade do Estado
de Louisiana, diz que ainda é muito cedo para afirmar que o
estudo possa se converter em um tratamento para humanos.

A pesquisadora cita o exemplo da descoberta de uma enzima da
saliva que inibe o HIV em testes de laboratório.

Mesmo assim, muitas crianças continuam se contaminando pelo
leite -- o que sugere que o processo deve ser mais complicado
do que parece.

Em todo o mundo, um a cada cinco bebês nascidos de mães
soropositivas são infectados pelo HIV durante a amamentação.
Chamada transmissão vertical, este caminho é responsável pela
maioria das 800 mil infecções infantis por ano.

Carlos Eduardo nº 08


Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 21h09
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Mal de Alzheimer deixa intactas certas áreas da memória
da France Presse, em Washington (EUA)

As pessoas afetadas pelo mal de Alzheimer conservam uma parte da memória
intacta, a usada pelo aprendizado, mesmo que se apaguem as lembranças e a
memória em relação às pessoas próximas, revelam trabalhos que serão
publicados na edição desta quinta-feira da revista "Neuron".

Esta descoberta pode ser uma nova pista na luta contra a perda de funções
cognitivas, afirmaram os cientistas do Instituto Médico Howard Hughes, em
Saint-Louis, nos Estados Unidos.

"Parece que um certo número de sistemas cerebrais se mantém em melhor estado
do que havíamos antecipado", declarou Randy Buckner, que conduziu os
trabalhos.

"Os resultados sugerem que, se nós podemos ajudar as pessoas a utilizar de
forma otimizada certos sistemas cerebrais, poderemos melhorar suas funções
[cognitivas]", acrescentou Buckner.

"Nossa esperança é traduzir esta descoberta em programas de treinamento para
as pessoas idosas de boa saúde e aquelas afetadas por certas formas de
deficiência mental [como o mal de Alzheimer]", concluiu Buckner.

Alinne garrido nº 02



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 14h44
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     A morte de 73 animais do Zoológico de São Paulo continua um mistério. Os bichos foram mortos entre 24 de janeiro e 15 de março deste ano. A polícia tenta descobrir quem deu veneno aos animais, mas não conseguiu reunir provas suficientes contra ninguém.
     O delegado que cuida da investigação, Clóvis Ferreira de Araújo, tem dez suspeitos de participação no crime. São funcionários do zôo que tiveram contato com os animais pouco antes das mortes.
Muitos dos bichos envenenados eram raros, como o mico-leão-de-cara-dourada. O delegado acredita que os criminosos tenham decidido matar os animais para se vingar da direção do zôo.
     O motivo da vingança: os diretores do parque -que assumiram a administração em 2001- tentam impedir que pessoas que trabalham no zôo desviem dinheiro, comida e até animais de lá. Para a polícia, essas pessoas ficaram revoltadas com o impedimento e atacaram os bichos.
     Para saber se a tese da vingança está certa, a polícia pedirá à Justiça para ver as contas bancárias e os extratos de telefone desses funcionários.
O que a polícia quer saber é se essas pessoas conversaram umas com as outras antes das mortes dos bichos e se elas recebem mais dinheiro além dos salários do zoológico.
     Se os suspeitos estiverem ficando ricos sem conseguir explicar de onde vem o dinheiro, isso pode ser um indício de que eles vendiam irregularmente bichos do zôo.
"A investigação é difícil porque bicho não tem agenda para a gente saber quem são os amigos dele e pedir informações. Não tem celular para a gente checar as ligações. E, pior, o bicho da jaula ao lado nunca vai nos contar o que viu no dia do crime", diz o delegado, que estudou direito, biologia e é dono de um poodle.

João Paulo nº15



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 21h22
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A realidade que só existe dentro de nós

 

Penso, logo existo". A máxima do filósofo e matemático francês René Descartes (1596-1650) é hoje o mote de vivas polêmicas em torno dos conceitos de mente, consciência, emoção e razão. Descartes inspirou intelectuais e cientistas por séculos com seu método analítico de raciocinar.

Sua frase emblemática sugere que o homem é definido pela capacidade de pensar e pelo fato de saber que pensa. Ao mesmo tempo, no entanto, o sábio concebe a mente como uma entidade não material, habitante da cabeça dos homens, mas, em essência, diferente do cérebro.

Recentes estudos sobre o cérebro revelam que Descartes estava enganado. A identificação dos processos físicos e químicos ocorridos na imensa teia dos neurônios prova que a consciência - ou pelo menos boa parte dela - se produz no mundo da matéria.

As novas descobertas não significam, entretanto, que tenha sido desvendado o mistério da mente humana, da capacidade de sentir, de analisar e de reagir ao mundo. Ao contrário, as pesquisas mostram que o cérebro, tal qual os sistemas galácticos, encerra enigmas que desafiarão muitas das próximas gerações.

Se o astrônomo se encanta com os bilhões de pontos cintilantes que bordam a noite, o neurologista suspira diante da fantástica malha de 100 bilhões de neurônios que se espalham por 1,4 quilo de material orgânico. E os sistemas solares, as galáxias e os buracos só existem no universo cósmico porque podem ser percebidos e interpretados por esse micro-macro universo que preenche o crânio dos homens.

Sem alguém que a admire, que reconheça seu brilho e suas formas, a Lua não existe. Nem existem os poemas que a fazem personagem da vida e a integram ao teatro dos amores e das paixões.

As cores, da mesma forma, existem somente para o cérebro, capaz de "trabalhar" impulsos elétricos nervosos e transformá-los em uma interpretação particular daquilo que se vê na presença da luz. Um extraterrestre - o "monstrengo" do filme O Predador, por exemplo - habilitado a "enxergar" somente pela decodificação de sinais de calor, teria enorme dificuldade para dialogar com um jardineiro humano sobre flores multicoloridas.

O neurologista Antônio Damásio, chefe do departamento de neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Iowa, nos EUA, reúne em seu livro O Erro de Descartes novas reflexões sobre essas dicotomias: o corpo e a mente, a razão e a emoção.

Segundo ele, é chegada a hora de se reconhecer que o espírito habita um organismo vivo, em que o cérebro e o resto do corpo vivem intimamente integrados.

O cientista argumenta que os estímulos sensoriais e as emoções resultantes são fatores fundamentais na estruturação do edifício orgânico do pensar. "O cérebro humano e o resto do corpo constituem um organismo indissociável", sustenta.

De acordo com Damásio, a dificuldade da ciência em desvendar os mistérios da mente não deve diminuir o entusiasmo dos que se propõem a realizar a tarefa. Talvez, segundo ele, essa seja a mais fantástica aventura oferecida aos homens de coragem. "A emoção e os sentimentos constituem a base daquilo que os seres humanos têm descrito como alma ou espírito humano", escreve. Resumindo as inquietações de muitos de seus companheiros, o neurologista inverte a máxima de Descartes: "existo (e sinto), logo penso".

Pedro Servidoni nº 22



Postado por: 3º Col. Evolução - 2004 às 14h09
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